Quanto cobrar por hora como freelancer: o método em 2026
O preço da hora de um freelancer não é a meta de renda dividida por 160 horas. Ele é a soma de quatro coisas. A renda líquida que você quer levar para casa, a provisão que substitui férias e 13º, os custos fixos do negócio e o imposto do seu regime, dividida pelas horas que você de fato consegue faturar no mês, que são sempre menos do que as horas que você trabalha. Quem usa o divisor da jornada CLT chega a um valor que parece competitivo e passa meses no prejuízo sem perceber, porque prospecção, orçamento, emissão de nota, cobrança e ociosidade entre contratos não são pagas por ninguém. Este guia monta o cálculo passo a passo, com um exemplo fechado do começo ao fim e parâmetros de 2026, e mostra por que a única forma honesta de descobrir o seu aproveitamento é medir o seu, não copiar o de outra pessoa. As contas servem para você decidir preço; enquadramento, alíquota e obrigações continuam sendo assunto do seu contador.
1) Três horas diferentes: trabalhada, produtiva e faturável
- Hora trabalhada é tudo o que você dedica ao negócio. Com 40 horas por semana, são 173,2 horas por mês, usando 4,33 semanas mensais (52 dividido por 12, arredondado).
- Hora produtiva é a parte da hora trabalhada em que você realmente executa. Sai dela o que se perde em interrupção, troca de contexto, espera por resposta do cliente e retomada de um trabalho parado no meio.
- Hora faturável é a parte da hora produtiva que alguém paga. Prospectar, escrever proposta, negociar escopo, emitir nota, cobrar quem atrasou, estudar e refazer o que foi mal briefado são produtivas, não faturáveis.
- Confundir as três é o erro que quebra a conta. Dividir a meta pelas 173,2 horas trabalhadas, em vez de pelas horas faturáveis, produz um preço que só fecha se o mês inteiro for pago pelo cliente, o que nunca acontece.
- O tamanho do erro é proporcional. Se você fatura 60% do que trabalha, dividir pelo número errado gera um preço 40% abaixo do necessário; se fatura 50%, o preço sai pela metade.
- O buraco não aparece no primeiro mês. Aparece três ou quatro meses depois, quando a reserva acaba e não dá para saber se o problema foi o preço, o volume ou o cliente que atrasou.
2) Meça o seu aproveitamento em vez de adotar o dos outros
- Não existe um percentual de horas faturáveis que valha para todo mundo. Ele muda com a área, o tipo de contrato, o tamanho do cliente, o tempo de carreira e até com a época do ano. E qualquer número apresentado como padrão do mercado deveria vir acompanhado da pesquisa que o mediu.
- Meça o seu: por duas ou quatro semanas, anote todas as horas de trabalho e marque cada bloco como faturável ou não. Um caderno resolve; ferramenta de apontamento resolve melhor.
- Divida as horas faturáveis pelas horas trabalhadas do período. Esse é o seu aproveitamento. O único número honesto para entrar na conta.
- Quem está começando tende a ficar bem abaixo de quem já tem carteira formada, porque quase todo o tempo vai para conseguir os primeiros clientes. Isso é esperado, e é motivo para medir de novo depois de seis meses, não para chutar alto.
- Enquanto não tiver a sua medição, use um valor deliberadamente conservador e trate o resultado como provisório. Errar para baixo no aproveitamento gera um preço mais alto; errar para cima gera um prejuízo silencioso.
- Neste texto o exemplo usa 60% para as contas ficarem reproduzíveis. É uma premissa do exemplo, não uma recomendação: troque pelo seu número medido e refaça os passos na mesma ordem.
3) Passo 1: a renda líquida que você quer levar para casa
- Comece pelo número que importa para a sua vida, não pelo que o mercado cobra: quanto precisa entrar na sua conta pessoal por mês, depois de todos os custos e impostos do negócio.
- Some as despesas pessoais reais (moradia, alimentação, transporte, saúde, educação, dívidas) e acrescente uma folga. Meta sem folga vira dívida no primeiro imprevisto.
- Não confunda com o salário do último emprego CLT. Um CLT de R$ 5.000 vale um pacote mensal equivalente de mais de R$ 5.000 quando se somam 13º, terço de férias e FGTS.
- Vamos usar R$ 5.000 líquidos por mês como exemplo ao longo do texto. Troque pelo seu número e refaça as contas na mesma ordem.
- Essa meta é de renda pessoal, e por isso não inclui os custos do negócio. Eles entram no passo 3, separados, justamente para você conseguir enxergar quanto do faturamento é seu e quanto é da operação.
- Se a sua renda varia muito entre meses, use a média dos últimos seis meses como piso e trabalhe com o cenário conservador, não com o melhor mês.
4) Passo 2: a provisão que substitui férias e 13º
- Autônomo não tem 13º nem férias remuneradas. Se não provisionar, tirar um mês de descanso significa um mês sem renda, e dezembro chega sem o dinheiro extra que o CLT recebe.
- A provisão equivalente soma três parcelas: um doze avos para o 13º, um doze avos para o mês de férias sem faturar e um terço desse doze avos para o adicional de férias.
- A conta é 1/12 + 1/12 + (1/3 × 1/12) = 7/36, ou 19,44% da renda mensal. Não é uma referência de mercado: é aritmética a partir dos direitos que o CLT tem e o autônomo não. Sobre a meta de R$ 5.000, são R$ 972,22 por mês.
- A necessidade líquida mensal passa a ser R$ 5.972,22: é esse valor, e não os R$ 5.000, que a operação precisa gerar para você.
- Guarde a provisão em conta separada do caixa do negócio e da conta pessoal. Provisão que fica misturada é provisão que já foi gasta.
- Se você prefere não tirar férias, mantenha a provisão mesmo assim: ela vira o colchão que paga o mês em que um cliente grande vai embora sem aviso.
5) Passo 3: os custos fixos do negócio
- Liste tudo o que você paga para poder trabalhar, mesmo em um mês sem cliente: internet, telefone, softwares por assinatura, contador, coworking, energia proporcional, seguro de equipamento.
- Inclua a depreciação do equipamento como custo mensal. Um notebook de R$ 6.000 que dura três anos custa R$ 167,00 por mês, e ignorar isso é adiar um problema de caixa para daqui a três anos.
- Deslocamento até cliente, estacionamento e combustível entram aqui quando são rotina. Quando são eventuais e específicos de um projeto, entram no orçamento daquele projeto.
- Cursos e atualização técnica também são custo do negócio, não luxo. Reserve um valor mensal para isso e coloque na conta antes de definir o preço.
- No nosso exemplo, vamos usar R$ 500,00 de custos fixos mensais. A base de custo passa a ser R$ 5.972,22 mais R$ 500,00.
- Revise essa lista a cada seis meses. Assinaturas esquecidas e serviços que dobraram de preço são o vazamento de margem mais comum entre autônomos.
6) Passo 4: o imposto entra diferente em cada regime
- No MEI o imposto é fixo. Em 2026 são R$ 86,05 por mês na prestação de serviços (R$ 81,05 de INSS mais R$ 5,00 de ISS), R$ 82,05 em comércio e indústria e R$ 87,05 para quem faz os dois, conforme o [comunicado da Receita Federal sobre o PGMEI de 2026](https://www8.receita.fazenda.gov.br/simplesnacional/noticias/NoticiaCompleta.aspx?id=c3b2044c-ff97-432a-b33c-ecf2a3df6dc3).
- Por ser valor fixo, o DAS entra na conta como mais um custo fixo. A base mensal do exemplo fica em R$ 5.972,22 mais R$ 500,00 mais R$ 86,05, ou R$ 6.558,27.
- No Simples Nacional o imposto é percentual sobre o faturamento, e por isso não pode ser somado como custo: precisa ser embutido por dentro, dividindo a base pelo complemento da alíquota.
- Com 6% (primeira faixa do [Anexo III](https://normas.receita.fazenda.gov.br/sijut2consulta/anexoOutros.action?idArquivoBinario=48432), receita bruta dos últimos 12 meses até R$ 180.000), a base de R$ 6.472,22 dividida por 0,94 dá faturamento mínimo de R$ 6.885,34, com R$ 413,12 de imposto.
- Somar 6% ao preço em vez de dividir por 0,94 é o erro clássico: gera imposto menor do que o devido e come a margem em silêncio. A diferença cresce junto com a alíquota.
- Quem cai no [Anexo V](https://normas.receita.fazenda.gov.br/sijut2consulta/anexoOutros.action?idArquivoBinario=48446) começa em 15,5% na primeira faixa, e o preço muda muito. Antes de precificar, confirme com o contador em qual anexo a sua atividade se enquadra e qual é a sua alíquota efetiva no PGDAS, nas faixas seguintes a efetiva fica abaixo da nominal por causa da parcela a deduzir.
7) E quem trabalha sem CNPJ? A conta muda de natureza
- Sem CNPJ você é contribuinte individual do INSS. A contribuição é de 20% sobre o salário de contribuição, entre R$ 1.621,00 e o teto de R$ 8.475,55 em 2026, segundo a [tabela do INSS](https://www.gov.br/inss/pt-br/direitos-e-deveres/inscricao-e-contribuicao/tabela-de-contribuicao-mensal).
- Existe o plano simplificado de 11% sobre o salário mínimo (R$ 178,31 em 2026), mais barato, mas ele [não dá direito à aposentadoria por tempo de contribuição](https://www.gov.br/inss/pt-br/direitos-e-deveres/inscricao-e-contribuicao/contribuicao-dos-segurados-facultativo-e-contribuinte-individual). É uma escolha de longo prazo, não um detalhe de precificação.
- Quando quem paga é uma empresa, ela retém 11% sobre o valor do serviço e o acerto da diferença segue regra própria da Receita. Quando quem paga é pessoa física, o recolhimento é seu, por GPS.
- No imposto de renda a diferença é estrutural: pessoa física não é tributada sobre o faturamento bruto. Você apura mês a mês no carnê-leão (recebimentos de pessoa física ou do exterior) ou sofre retenção na fonte (recebimentos de empresa), sobre a tabela progressiva.
- E pode deduzir, no livro-caixa, as [despesas de custeio necessárias à atividade](https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/assuntos/meu-imposto-de-renda/pagamento/carne-leao/deducoes), aluguel de sala, água, luz, telefone, material. É o oposto do MEI e do Simples, onde o custo não abate nada.
- Consequência prática para o preço: no MEI e no Simples a carga é previsível como percentual do faturamento; na pessoa física ela depende do resultado do mês e das deduções. O jeito correto de embutir é estimar a carga efetiva média dos últimos meses e revisar, nunca aplicar uma alíquota fixa inventada.
- A [tabela de 2026](https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/assuntos/meu-imposto-de-renda/tabelas/2026) começa a tributar acima de R$ 2.428,80 mensais e chega a 27,5%, com desconto simplificado de R$ 607,20 e a redução da Lei nº 15.270/2025, que zera o imposto até R$ 5.000 de rendimento tributável e diminui gradualmente até R$ 7.350. O básico da apuração está em [declaração de imposto de renda para autônomo](/blog/declaracao-de-imposto-de-renda-para-autonomo-o-basico).
8) Passo 5: a conta fechada, do começo ao fim
- Cenário: R$ 5.000 de renda líquida desejada, R$ 500,00 de custos fixos, 40 horas por semana, 60% de aproveitamento medido, MEI prestador de serviços, acréscimo de 20% sobre o preço que empata.
- Horas faturáveis: 40 × 4,33 × 0,6 = 103,92 horas por mês.
- Base mensal: R$ 5.000,00 de meta + R$ 972,22 de provisão + R$ 500,00 de custos + R$ 86,05 de DAS = R$ 6.558,27.
- Preço que empata: R$ 6.558,27 ÷ 103,92 = R$ 63,11 por hora. Nesse valor você paga tudo e leva exatamente os R$ 5.000 combinados, sem sobra nenhuma.
- Preço com 20% de acréscimo: R$ 75,73 por hora, o que corresponde a faturar R$ 7.869,92 por mês e sobrar R$ 1.311,65 acima da base.
- Cuidado com a palavra margem: 20% de acréscimo sobre o custo não é 20% de margem sobre o faturamento. Nesse exemplo, os R$ 1.311,65 representam 16,7% do que entra. A diferença parece pequena e não é.
- No mesmo cenário pelo Simples com 6%, o preço que empata sobe para R$ 66,26 e o preço com acréscimo vai a R$ 79,51. O custo de sair do MEI, traduzido em preço de hora.
- O preço que empata não é um preço aceitável: é o ponto em que você não perde dinheiro. Trabalhar nele por um ano significa não ter reserva, não trocar equipamento e não sobreviver a um mês ruim.
9) O acréscimo não é ganância: é o que a conta não previu
- O acréscimo sobre o preço que empata financia o que nenhuma planilha antecipa: cliente que some, projeto que estoura o prazo, equipamento que quebra antes da hora e o mês em que você fica doente.
- Ele também financia crescimento. Sem sobra não existe dinheiro para curso, ferramenta melhor, ajuda contratada em um pico ou tempo investido em prospectar clientes melhores.
- Não há percentual certo, e desconfie de quem apresenta um como regra. O que existe é uma pergunta respondível: quantos meses de custo você quer conseguir cobrir se a receita parar? O acréscimo é o que torna essa reserva possível dentro de um prazo que você escolhe.
- Um jeito de calibrar: defina a reserva desejada em meses de base de custo e o prazo para formá-la. Reserva de três meses da base do exemplo (R$ 19.674,81) em dezoito meses pede cerca de R$ 1.093 de sobra por mês. O acréscimo de 20% cobre isso com folga.
- Em projeto de escopo pouco definido, some uma contingência sobre as horas estimadas, separada do acréscimo. Não é margem: é reconhecer que a estimativa vai errar, e o tamanho dela deve refletir o quanto o escopo está aberto.
- Cliente novo, pagamento parcelado e prazo longo aumentam o risco de inadimplência. Risco é custo: entra no preço ou vira prejuízo.
- Desconto pontual é legítimo desde que saia do acréscimo e você saiba exatamente quanto está abrindo mão. Desconto que invade o preço que empata é trabalhar de graça com etapa extra.
10) O teto do MEI aparece antes do que você imagina
- O limite do MEI é de R$ 81.000,00 por ano-calendário, uma média de R$ 6.750,00 por mês.
- No exemplo, o faturamento de R$ 7.869,92 por mês soma R$ 94.439,04 no ano: R$ 13.439,04 acima do teto.
- Ou seja, uma meta de R$ 5.000 líquidos com 40 horas semanais, 60% de aproveitamento e 20% de acréscimo já não cabe no MEI. É bom descobrir isso ao definir o preço, não em dezembro.
- Refazendo ao contrário: mantidos os R$ 500,00 de custos, a provisão inteira e os mesmos 20%, a meta líquida que ainda cabe no teto é de cerca de R$ 4.200 por mês. A base vira R$ 5.602,72, o faturamento R$ 6.723,26 por mês (R$ 80.679,12 no ano) e o preço da hora, R$ 64,70.
- Estourar o limite não é ilegal, mas o efeito depende do tamanho do excesso e muda o seu custo tributário, inclusive de forma retroativa quando o excesso passa de 20%.
- Se o preço correto empurra o faturamento para fora do MEI, planeje a migração com o contador antes de aceitar os contratos e já refaça o preço com a alíquota nova. Os limites, a regra do estouro e o custo dessa migração estão em [MEI em 2026](/blog/vale-a-pena-virar-mei-limites-custos-e-quando-nao-compensa).
11) Quando o número que saiu é maior que o mercado paga
- Primeiro, confirme se o problema é o preço ou a base. Aproveitamento baixo, custos fixos inchados ou meta de renda superestimada empurram o preço para cima sem que o mercado tenha mudado.
- Aumentar o aproveitamento pesa mais que aumentar a jornada. No exemplo, ir de 60% para 70% de horas faturáveis derruba o preço que empata de R$ 63,11 para R$ 54,09, quase 15% a menos, sem trabalhar uma hora a mais.
- Não baixe o preço da hora: reduza o escopo. Entregar menos pelo mesmo valor da hora preserva a sua estrutura de custo; entregar o mesmo por menos, não.
- Considere mudar a unidade de venda. Preço por projeto ou por pacote mensal costuma sustentar valores maiores que preço por hora, porque o cliente compra resultado, não tempo.
- Se ainda assim o mercado não paga, o problema é de posicionamento: nicho, portfólio, prova de resultado ou tipo de cliente. Preço é sintoma, não causa.
- Cobrar barato demais também custa clientes. Valor muito abaixo da faixa levanta dúvida sobre qualidade e atrai justamente o cliente que negocia tudo e paga atrasado.
- Quando o preço estiver fechado, publique o serviço com escopo e faixa de valor claros, a página [para profissionais](/para/profissionais) mostra como receber pedidos já com o que você faz e quanto cobra visíveis para quem contrata.
12) Apresentando o preço para o cliente
- Mostre valor total e escopo, não a sua planilha interna. O cliente compra o resultado; a memória de cálculo serve para você defender o número, não para abrir na proposta.
- Deixe explícito o que está incluso, o que não está, quantas rodadas de revisão fazem parte e o que acontece quando o escopo muda no meio. É aqui que a sobra some, não na negociação inicial.
- Escreva a condição de pagamento com data e forma: sinal para começar, parcelas amarradas a entregas, multa e juros por atraso. Contrato sem isso é crédito sem garantia.
- Reajuste anual em contrato recorrente precisa estar escrito desde o primeiro dia. Renegociar preço com cliente antigo sem cláusula é uma das conversas mais difíceis de um autônomo.
- Refaça a conta a cada seis meses, e sempre que mudar salário mínimo, alíquota, custos ou o seu aproveitamento medido. Preço congelado por dois anos é redução de renda disfarçada.
- Se você emite nota, confira se o valor combinado é bruto ou líquido de imposto e de retenção. Descobrir depois que o acordado era líquido é o erro de precificação mais caro e mais comum.
O método cabe em cinco passos: defina a renda líquida que você quer, some a provisão de 19,44% que substitui férias e 13º, some os custos fixos do negócio, trate o imposto conforme o regime (fixo no MEI, por dentro no Simples, sobre o resultado na pessoa física) e divida tudo pelas horas que você realmente fatura, medidas, não estimadas por comparação. No exemplo deste texto, com parâmetros de 2026 (R$ 5.000 líquidos, R$ 500,00 de custos, 40 horas semanais, 60% de aproveitamento e MEI de serviços), o preço que empata é R$ 63,11 por hora e o preço com 20% de acréscimo é R$ 75,73. Troque cada premissa pela sua: o exemplo existe para ser reproduzido, não copiado. Os valores fiscais mudam com o reajuste do salário mínimo e das tabelas, então refaça a conta no início de cada ano. E trate o resultado como piso de decisão, não como promessa: ele diz quanto você precisa cobrar para não sair no prejuízo, não garante que o cliente vá pagar.